Gestalt é uma palavra alemã que não tem uma tradução completa em português, o significado que mais se aproxima é "boa forma" ou "configuração". Para a Gestalt tudo é processo, tudo está se movendo e se transformando o tempo todo. O homem é, necessariamente, um ser de relação e está inserido no mundo, o que evoca a noção de contato na essência de sua natureza humana e contato é, para a Gestalt Terapia, o processo básico do relacionamento. Ribeiro (1994) defende que contato é viver, é sentir, é pensar, é agir, é falar, enfim, é experienciar no presente. Contato consiste em relacionar-se com a vida e com o imediato aqui-agora. Polster e Polster (1979) e Ribeiro (1994, 2006) entendem que o como a pessoa vivencia suas funções de contato determina a qualidade do mesmo. A Gestalt terapia também poderia ser chamada de terapia do contato (Ginger & Ginger, 1995), conceito essencial nesta abordagem. Para Yontef (1998), contato é o processo de reconhecer a si me...
Se traçássemos um mapa de sentimentos e situações, perceberíamos que para muitas pessoas a solidão e a tristeza estão muito próximas. Essa proximidade não apenas se relaciona à solidão na primeira pessoa, como também ao sentimento de pena que costumamos sentir por alguém que enxergamos como isolado. Entretanto, esta visão é muito distorcida. A solidão somente pode ser compreendida como um fardo quando esta é imposta, quando a pessoa que se sente sem apoio social deseja tê-lo e não tem forma de encontrá-lo. Esta solidão tem muito a ver com a necessidade de contar, de falar e de relatar parte da nossa história. Por isso é um sentimento tão prejudicial nas pessoas mais velhas. Elas sentem que acumularam uma certa sabedoria que precisam entregar de alguma forma e, por isso, são tão agradecidas quando simplesmente lhes dedicamos tempo. Porque a tristeza que acompanha a solidão imposta também tem muito a ver com o tempo e com a sensação de que não somos, t...
Historicamente desde a Revolução Industrial até o presente momento temos feito de tudo para conseguir agilizar ao máximo nossas vidas. Criamos uma enorme quantidade de máquinas e recursos para que nossa existência se tornasse cada vez mais prática. Não pensamos mais em velocidade, vivemos de forma acelerada ao quadrado, ao cubo ou a qual potência máxima pudermos atingir. Quando os primeiros automóveis surgiram e definiram através de seus notáveis motores à combustão que poderíamos andar a uma velocidade que mal atingia os 40 quilômetros por hora estipulamos que nas décadas seguintes teríamos que superar o que até então era uma marca notável para a humanidade. Quando nossos primeiros computadores surgiram, com suas ainda minguadas velocidades de processamento, pensamos que estávamos próximos do paraíso. Mas resolvemos conseguir muito mais e continuamos pensando em exponenciar suas capacidades e condições a um nível que nos possibilitasse o acesso a todas as informações do mundo em...
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